Em todos os tempos, Espíritos ilustres no domínio das palavras encantam a humanidade. Aristóteles concebeu os três princípios das ciências; Marco Túlio Cícero, o humanismo político na Roma Clássica. Dante Alighieri definiu uma época na literatura europeia, tal como Luiz de Camões delineou a vida, a história e a língua lusitana; e Shakespeare balizou a cultura e o idioma britânico.
Geniais personagens que impressionam no manejo das palavras; mesmo que sejam ouvidos por séculos em todos os continentes, são vozes de conhecimentos específicos, circunscritos a áreas determinadas.
Dentre tantas almas geniais que varreram e ainda varrem a mente humana, nenhuma delas se equipara a Jesus de Nazaré. Suas palavras se projetaram no ar e, há mais de dois mil anos, ecoam nos ouvidos dos seres humanos, indistintamente, transcendendo os valores artísticos, as preciosidades literárias e os postulados filosóficos.
O Mestre de Nazaré se dirige a todas as pessoas do planeta, com igual oportunidade de aprendizado, independente do nível de evolução. Porque os ensinos de Jesus, a despeito de qualquer religião, constituem um sistema renovador de nossas vidas. São eles a indicação clara e inequívoca do caminho a ser seguido por todo aquele que busca melhorar-se. Ensinamentos que constituem em si mesmos o roteiro de constante aperfeiçoamento moral para a caminhada no bem. É a diretriz para a felicidade de cada um de nós.
As palavras de Jesus não se limitam a um tempo, época ou civilização. São as palavras para a vida eterna, pois destinam-se ao espírito eterno que, temporariamente, ocupa o corpo físico na caminhada da sagrada escola da vida. Mensagens de sabedoria profunda, para despertar o homem adormecido na materialidade, aquele que anda perdido no emaranhado de opiniões sobre assuntos, os quais não têm menor poder de ação.
O Mestre divino conclama-nos a considerar a grandeza de Deus e a viver em conformidade com suas leis de justiça, amor e caridade. Ensina que o planeta Terra é o lar, onde deve prevalecer o amor, traduzido no respeito e na atenção ao próximo, criando o laço que a todos nos une, formando a verdadeira família universal.
Palavras, palavras, palavras.
Esqueçamos aquelas que desagregam, que nos conduzem à inutilidade, pondo em risco nossa existência evolutiva.
Precisamos guardar as palavras que desceram das esferas de sublimidade, ensinando-nos a erguer os olhos para o mais alto e o mais além, enchendo nossos corações de luz, paz e amor. No eco da voz do Cristo, dizendo-nos: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Por Iriê Salomão de Campos, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 25 de julho de 2025, Juiz de Fora, MG.
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