Agora eis o momento mais oportuno para a melhora de nós mesmos. Deixando o passado para trás, guardando seus ensinamentos e suas inesquecíveis lições. Exercitando o perdão com os outros e conosco mesmos, lançamo-nos a novas atitudes, corajosas no bem, vigorosas em auxílio aos que nos cercam, reparando, sempre que possível, equívocos cometidos.
Um bom começo na intenção do progresso e reforma íntima passa pela busca do autoconhecimento, numa análise reflexiva sincera de nossos pensamentos e atitudes. Perpassa pelo exame cuidadoso do emprego do nosso tempo, pelo questionamento se cumprimos com o nosso dever e como o fazemos. Será que já nos perguntamos o tamanho do amor que colocamos naquilo que fazemos? Acaso arrastamo-nos, queixosos, em todas as tarefas que a vida se nos apresenta? Temos o hábito de agradecer a Deus a encarnação em curso? Contemplamos a natureza e suas belezas com o coração agradecido em prece singela?
O combate a nossa pequenez passa pelo entendimento de que a queixa contumaz traduz inferioridade espiritual; de que o menosprezo ao trabalho e a preguiça diuturna remetem-nos à doença da alma; de que a maledicência reflete inveja e baixeza íntima, visto que costumamos ver no outro aquilo que trazemos em nós mesmos.
A frase de Dona Isabel Salomão de Campos: “Devemos sempre fazer uma reciclagem em nossas atitudes”, incita-nos à reflexão quanto ao nosso aproveitamento desta encarnação, encorajando-nos à mudança de atitude. O livro O céu e o Inferno de Allan Kardec nos traz inúmeros depoimentos de espíritos desencarnados, cujo grande lamento é o tempo perdido aqui na Terra, enquanto encarnados. Quantos lastimam o tempo ocioso, a vivência distraída e fútil, o dever esquecido e até o crime cometido? Quantas ocorrências levianas efetuadas que o mundo não pune, no entanto são inconcebíveis como atitudes cristãs? Já passa da hora de definirmos se queremos seguir o caminho do Cristo ou as estradas do mundo. Lembremo-nos de Jesus: “Meu reino não é deste mundo”.
Que maravilha o dia de hoje, repleto de promessas de esquecer o mal e fazer o bem. De levantarmos com o coração cheio de vontade, de aproveitarmos todas as oportunidades de crescimento íntimo. De usarmos nossas dificuldades como degrau de ascensão e até, quem sabe, no auxílio a nossa redenção espiritual. A prece será sempre a forma de buscarmos forças para vencermos a nós mesmos. Lembremo-nos: Deus sempre nos assiste, fornecendo-nos coragem para as lutas, amparo diante das vicissitudes e alegrias segundo nosso merecimento. As palavras já nos são conhecidas: amar, trabalhar, perdoar, servir e esperar.
Por Denise Gasparetti Drumond, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 11 de julho de 2025, Juiz de Fora, MG.
Finda a crucificação, espraiou o Mestre o olhar pela turba inconsciente. As opiniões contraditórias do povo alcançavam-lhe os ouvi...
“Não se impressione com o mal, faça o bem.” Eis uma frase de Dona Isabel.Em momentos ...
“Eis que se aproxima o Natal de Jesus. Há mais de dois mil anos, a luz se fez naquela noite inesquecível. De forma humilde e singel...