Relata o evangelista João que, estando Jesus em Jerusalém, próximo ao tanque de Bethsaida, viu um homem que, há 38 anos, se achava enfermo. “E Jesus, vendo este deitado e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: quereis ser curado? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Jesus disse-lhe: levanta-te, toma o teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomando o seu leito, começou a caminhar. (…) Depois, Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.”
Em Jerusalém, a piscina de Bethsaida era uma cisterna junto ao Templo, alimentada por uma fonte natural, cuja água parecia ter propriedades curativas. Em certas épocas do ano, jorrava com força e agitava a água. De acordo com a crença do povo, esse era o momento propício para as curas. Daquele tempo aos nossos dias, buscamos a saúde do corpo, todavia, por vezes, sem refletirmos na saúde da alma.
A ciência evolui, medicamentos surgem, e pesquisas e estudos científicos comprovam que as emoções do indivíduo e as experiências vivenciadas pela alma refletem no corpo físico. Nesse sentido, é importante tratar o corpo e a alma, pois ninguém eliminará os efeitos se as causas permanecerem. Consideremos o questionamento de Emmanuel endereçado a toda a humanidade, através da psicografia de nosso querido Chico Xavier: “Nunca pensaste que o Evangelho é uma receita geral para a humanidade sofredora?”.
Segundo Emmanuel, a doença, quando não seja a advertência das células ao descuido do homem tirano que as domina, é convite a meditações necessárias. Restabelecer a saúde espiritual é tratar a alma para remediar o corpo. Utilizemos os recursos da ciência terrena, mas nos inclinemos para Jesus e nos renovemos, espiritualmente, nas lições de seu amor. O Mestre disse ao enfermo, depois de tê-lo curado, que não voltasse a pecar a fim de que não lhe ocorresse coisa pior. Por essas palavras, mostrou-lhe que a enfermidade não era um acaso e que ele deveria corrigir-se, para que não lhe sucedesse algo mais rigoroso.
Em conformidade com essa passagem está a Doutrina Espírita, que nos esclarece sobre a eternidade da alma, a responsabilidade individual, informando-nos que o acaso não existe. Lembramos, também, d. Isabel Salomão de Campos, que destaca que a saúde será sustentada pelo equilíbrio do espírito e pelo amor que ele alimenta em seus interesses, em suas opções.
Assim, atendamos às necessidades do corpo físico, instrumento sublime e divino, mas busquemos, primordialmente, a saúde da alma, recorrendo à Jesus, à prática de seus ensinamentos e à compreensão da vida pela eternidade do espírito. Sigamos o Mestre, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Por Denise Pereira Rebello, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 05 de novembro de 2021, Juiz de Fora, MG.
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