Já há muito se sabe que a “fé sem obras é morta”. Mas é importante que nos conscientizemos da dimensão desse ensinamento.
Já esclarecidos pelas luzes da razão e da fé, muitas vezes nos acomodamos sob as benesses do amparo que sentimos do mundo superior. No entanto, imprescindível nos é mover braços e pernas em direção ao bem comum. Deixarmos a acomodação de bem-estar da confiança no futuro e nos levantarmos para o amparo àqueles que nos cercam.
A fé é importante, mas a ação caridosa deve coexistir. Nesse testemunho quotidiano, nos sacrifícios anônimos, na doação sincera de amor, na abnegação tão esquecida é que vamos trilhando o nosso caminho rumo ao reino de Deus.
Natural, quando nos sentimos envolvidos por um mar de aflições e preocupações, nos infelicitarmos por observarmos a humanidade ainda tão distante das coisas de Deus. Mas lembremo-nos do nosso papel de seareiros do Cristo e nosso pequenino trabalho em sua grandiosa obra. Estamos no lugar e na hora certos para construção do bem em derredor de nós.
Entendamos, porém, que a fé precisa ser materializada em ações beneficentes. A palavra amiga, o ouvido caridoso, o gesto fraterno são sempre boas oportunidades de espalharmos o bem. Pequenas atitudes costumam felicitar mais que espetaculares atitudes. Um sorriso sincero costuma significar mais que muitas palavras. Uma acolhida irmã e singela significa mais que a pompa recheada de interesses ocultos.
Lembremo-nos: “…não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”.
A semeadura do bem deve ser contínua e sem alaridos. Somente após nossos testemunhos, nossos sacrifícios, renúncia e ações iluminadoras é que, finalmente, trilharemos os caminhos do Cristo. O encantamento com as coisas de Deus é louvável. A alegria e o bem-estar advindos da prece são inquestionáveis. Mas o cristão precisa ir mais adiante. Precisa trabalhar no bem e para o bem.
As oportunidades se nos descortinam a cada dia, em casa, no trabalho, na esquina. Não percamos tempo! Arregacemos as mangas, movamos a charrua e lavremos a terra, semeando fraternidade, amparo, aconchego, socorro e atenção àqueles que estão à nossa volta. Passemos a enxergar com os olhos da alma o companheiro em necessidade. Livremo-nos dos disfarces do egoísmo e socorramos o aflito silencioso, que caminha ao nosso lado.
Somente assim, fé com obras resultarão em degraus, que nos conduzirão ao apostolado cristão, numa jornada longa, porém de alegria íntima e de felicidade duradoura, intransferível, indestrutível, intangível e infinita!
Por Denise Gasparetti Drumond, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 11 de março de 2022, Juiz de Fora, MG.
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