Quando Nicodemos procura Jesus, buscando esclarecimentos sobre como conhecer o Reino de Deus, obtém como resposta que era preciso nascer de novo. Nosso Mestre, categórico, esclarece-nos sobre a reencarnação como o caminho para o progresso e consequente recurso para se alcançar o Reino dos Céus.
Através das vidas sucessivas, vamos palmilhando uma estrada de aquisição de valores espirituais, esses que a traça não destrói e o ladrão não rouba. Esse processo de elevação espiritual não começa no berço e não termina no túmulo.
Uma reencarnação é um processo, cuidadosamente, preparado no mundo espiritual, acertando lugares, pessoas e situações que viveremos ao longo de uma existência. Assistidos por espíritos amigos, atravessamos essa existência, vivendo experiências fundamentais, necessárias, para aquisição de inteligência e burilamento íntimo. Descortinam-se horizontes desafiadores, em que nos defrontamos com colheitas de uma semeadura de frutos doces ou amargos. “A cada um, segundo suas obras”, já nos disse o nosso mestre Jesus.
Entendendo que o processo reencarnatório começa numa preparação no mundo espiritual, com início da vida com a união dos gametas, compreende-se, enfim, que a vida é o primeiro dos direitos naturais do homem e que há crime sempre que transgredimos uma lei de Deus. No Livro dos Espíritos, encontramos na resposta à questão 358, que é criminosa a atitude de impedir uma alma de passar pelas provas, cujo corpo lhe serviria de instrumento. Portanto, o aborto delituoso compromete a expectativa do reencarnante, cuja existência é nulificada e qualifica o reencarnado em ato infeliz e comprometedor, que engendra longo e doloroso processo de reajuste com as leis divinas.
É salutar que ciosos dessas verdades, não nos omitamos ao nos defrontarmos com esses assuntos, pois é importante que nos posicionemos, dando testemunho de nossas convicções, visto que a omissão poderá redundar em mal, e responderemos por esse mal que haja resultado pelo bem que não praticamos.
Num mundo de provas e expiações, onde a materialidade graceja inconsequente, unir esforços em prol da vida constitui atitude cristã. Fiéis ao nosso Jesus, socorramos aflitos e desesperados com a palavra e acolhimento benfazejos, conduzindo almas irmãs em direção ao cumprimento dos seus deveres, esclarecendo-as sobre leis imutáveis, que regem a vida.
Por Denise Gasparetti Drumond, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 09 de agosto de 2024, Juiz de Fora, MG.
“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrepe...
Quando se fala em ter fé, há necessidade de desenvolver no íntimo de nossa alma esta força. Imediatamente pode surgir a questão: o...
Agora eis o momento mais oportuno para a melhora de nós mesmos. Deixando o passado para trás, guardando seus ensinamentos e suas ines...