A fim de vencer os mais altos objetivos na vida, somos encaminhados, em alguns casos preparados com esmero, para seguir o caminho do sucesso, saciando as necessidades materiais, ajuntando quantidade imensa de dinheiro e malhando o corpo, crendo obter saúde. A vida mostra-se materialmente perfeita, cheia de regalos e admiradores. E o potentado cidadão discursa sobre suas glórias como algo natural, justo e lógico para quem tanto trabalhou, esquecendo-se das muitas pessoas mergulhadas em tarefas mil, sem conquistarem o mínimo ou permanecerem afogadas em dívidas e complicações familiares.
O apego excessivo traz a cegueira. Vemos o outro como um fracasso, merecedor de todo demérito e nos esquecemos de que é um irmão em dificuldade e, se não temos instrumento para solucioná-la de pronto, cabe-nos a obrigação cristã de amenizá-la. Se um rico é conduzido à condição de escassez, este mergulha em extremas lamentações e acaba vencido, chegando à servidão do mal no sustento de suas vaidades. E se um pobre é transferido ao mundo da fartura, não raro passa da antiga figura tímida, encolhida pelos cantos, a patrão autoritário, homem insensato.
A vida é uma escola, cada tempo, um turno de aprendizado e, para reconhecermos a nossa condição de aprendizes, é muto importante aproveitarmos cada experiência sem nos escravizarmos a ela. Tudo o que é do mundo no mundo ficará; assim sendo, estamos no mundo, mas não devemos ser do mundo. O que é do mundo é vulgar, logo passageiro, violento. E aqueles que se identificam com o vulgo se entendem por imposição, ficam expostos a sentenças tirânicas, sujeitos aos tribunais injustos, compreendem apenas o que os gestos e palavras teatrais exprimem, deixando-se dominar por demagogos oportunistas, revolucionários da farsa.
Mutos filósofos e ilustres amigos da humanidade falaram aos homens, refletindo as luzes que traziam em seu interior. Feito satélites, iluminaram as notes terrenas, porém nenhum sol brilhou tão profícuo como Jesus. O Cristo falou à alma imortal e para sempre, ensinando a transitar nos caminhos terrenos sem paralisar os voos da alma, guardando a retidão de caráter, a consciência cristã, nunca se esquecendo de que todo trabalho é edificante se realizado em nome do bem comum.
Jesus provou não ser necessária a evidência, o reconhecimento social ou econômico a qualquer custo para a realização do serviço de utilidade a Deus. Bastará sustentarmos os princípios edificantes e simples em um lar modesto, em companhia de alguns poucos amigos portadores da boa vontade, para que transitemos bem por esta vida, transformando-a em presença Divina, fonte da Verdade Infinda.
Por Iriê Salomão de Campos, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Artigo do Dia’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 19 de novembro de 2011, Juiz de Fora – MG.
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