Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. – Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” – Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.”
Dos eternos e sublimes ensinamentos de Jesus, é sempre atual o estudo e a reflexão sobre o perdão. Ser-nos-á sempre possível praticá-lo, diante de uma agressão de que sejamos vítimas, em episódios que nos surpreendam e contrariem, exigindo um tanto mais de nossas emoções ou em situações em que nos sintamos ofendidos.
A Doutrina Espírita nos esclarece que perdoar é ter misericórdia, é esquecer as ofensas, é um exercício de caridade. O ódio e o rancor, segundo o Evangelho, denotam almas sem elevação e grandeza; enquanto que o esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas. A primeira está sempre inquieta e amargurada. A segunda é calma e caridosa.
Quando Jesus esclarece a Pedro que se deve perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, ensina que a misericórdia do perdão não deve ter limites, e ainda deve ser precedida pelo desinteresse próprio: perdoará cada ofensa tantas vezes quantas forem necessárias.
Nesse sentido, encontramos a mesma orientação de Jesus nas palavras do “Pai Nosso”, que é um convite à aplicação a nós mesmos.
Os espíritos nos lembram, reforçando o ensinamento de Jesus, que o perdão das injúrias deve ser o esquecimento do mal que por ventura tenhamos sofrido e a prática do bem que podemos fazer no uso do livre-arbítrio.
Lembremos da aplicação da lição de Jesus, em nossas lides e relacionamentos diários; o Mestre Maior, o Amigo sublime, no Calvário, rogou a Deus: “Pai, perdoa-lhes, não sabem o que fazem”.
Por Denise Pereira Rebello, Comunidade Espírita “A Casa do Caminho” – ‘Tribuna Livre’ Publicado no espaço quinzenal cedido pelo Jornal Tribuna de Minas, 21 de fevereiro de 2025, Juiz de Fora, MG.
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